segunda-feira, 18 de agosto de 2014



Ainda usava cabelos longos, mini-saias de xadrez e decotes pronunciados quando o conheci, crescemos juntos começámos a namorar na idade do auto descobrimento, por essa altura assistia aos grandes romances da história e deliciava-me com a ideia de no fim, mesmo no finalzinho da história os grandes amantes eternizavam o amor sentido com um fim. Veja-se Romeu e Julieta e tantos outros.

Nessa altura achava ser intocável impenetrável como o material mais resistente de todo o mundo,  achava que sabia tudo o que queria para mim e que caminhos percorrer, abraçei esse pensamento durante largos anos e cantei ao mundo o amor que sentia e partiu sem me dizer nada... nem um ligeiro sussurrar, a certeza partiu sem sequer olhar para trás.

Era como nos filmes tal e qual como eu imaginava até o cheiro das saudades é igual, só ama verdadeiramente quem perdeu...

Mas porque acredito que nada é um adeus e que em tudo, Um Até Sempre assenta na perfeição, aqui escrevo para mais tarde relembrar:

Até Sempre Amor...Até ao dia em que não tenha que te colocar de lado por me limitares...
 




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