Faltavam apenas cerca de 50 km quando me dei conta que o livro que tinha estipulado terminar nesta semana de férias tinha ficado a decorar a parteleira da nova sala.
Ao chegar à casa de férias das primeiras coisas que vi foram dois livros, um continha um bilhete velho, manchado, porco até diria... nele continha uma indicação a certos e determinados capitulos e uma morada, gosto de pensar que será de um ninho de amor...
Olhando atentamente para o nome do livro que transporta o tal bilhete, sorrio, "Admirável Mundo Novo" faz me no minímo sorrir...
O livro descreve uma sociedade futura em que as pessoas são condicionadas em termos genéticos e psicológicos... o livro utópico e desinteressante acaba por cumprir o seu papel, divertindo-me com a ideia que mais cedo ou mais tarde esse admirável mundo será igual a tudo o resto.
Que vida, sociedade ou amor não será engolido em poucos anos pela convivéncia, pela rotina, pela repetição, pelo tédio e pelos gestos já conheçidos?
Admirável é encontrar pessoas que acham que consigo será diferente, Fabuloso...
Pessoas que conseguirão fazer de outra maneira, tentado para isso alterar a própria natureza humana, ou pelo menos do humano mais próximo de si. Isso de novo nada tem antes pelo contrário.
O outro livro encontrado no porta resvistas da casa de férias, é um romance um elogio ao amor, um tratado sobre o luto e uma tentativa de reconstruir a presença de um amor desapareçido.
" Um Homem de Palavra", livro engraçado, leve e de fácil leitura com algum sentido de humor, que vou terminar agora mesmo...
Afinal um esquecimento até pode ser uma coisa boa, e porporcionar leituras engraçadas outras entediantes, mas no fim de tudo pensamentos divertidos.
A todos os que acreditam que nada é admirávelmente novo, desejo uma boa tarde. Aos restantes que continuem assim como numa brincadeira de crianças..
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