segunda-feira, 21 de julho de 2014

Programar? Para Quê?



Ter a necessidade de programar um pouco mais do que o dia a dia, desde o aparecimento dos dois grandes amores da minha vida passou a fazer parte das rotinas nocturnas e antes de fechar os olhos reservava sempre largos minutos até mesmo horas a planear, definir estratégias para aqueles que seriam os próximos dias, até mesmo anos quem sabe vidas...

Actualmente confesso que ao ouvir pessoas a falar do futuro com tamanha clareza, alguma frieza até, diria que me provocam um gigante calafrio que me percorre o corpo inteiro.

Tento perceber como é que alguém consegue falar do futuro próximo ou longínquo com tamanha clareza de forma quase imbecil, arrepia-me a ideia e cada vez que o fazem matam e destroem cada vez mais aquele que foi um passado em comum.


Descobrir a cada palavra que tudo aquilo que as pessoas eram e que me apaixonaram durante anos e anos a fio, sem nunca ter necessidade de olhar para trás,causa agora só faz sentido numa "previsão" daquilo que irá ou não acontecer...

Tudo é tão ligeiro tão ténue tão passível de ser alterado sem que a vida pergunte se estamos preparados ou não, e agora despida de tantas previsões, desejos e projecções, diria que não se consegue prever nada, podem existir acontecimentos trágicos ou não que alterem absolutamente tudo de um segundo para o outro.

A ideia de que podes estar a passear pela cidade a caminho até mesmo do trabalho e de repente puff... Passou a fazer algum sentido.

Será possível romper fazer tanto barulho que o ruído abafe aquilo que foram durante toda uma década?

Será possível mudar de vida como mudamos de roupa?

Uma certeza contudo é possível destruir a cada palavra a cada previsão do futuro, tudo aquilo que mais amei foi a forma a essência do que eras.

A ti previsão digo te agora com clareza és aquilo que eu quiser que tu sejas

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