terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Há Muito, Muito Tempo.



... perdia horas a jogar um jogo no computador com o meu namorado. Tinhamos dois computadores lado a lado no escritório da mãe dele, agora mais conheçida por sogra. Colocávamos fones convidávamos os maluquinhos de sempre para se juntarem a nós e dasatávamos aos tiros.

O jogo sensaçâo da altura Medal of Honor, era bom para aliviar a tensão daqueles tempos de namoro em que o sexo nem sempre  era quando se queria mas sim quando havia oportunidade, e ali andávamos a matar uns e outros.

Agora sou eu que me mato mas sózinha, ainda agora vim de me matar a passar uma pilha de roupa, peço desculpa 3 pilhas de roupa dos meus mais que tudo.

Mas esta conversa toda para agradeçer ao meu também muito querido cunhado, que permitiu dar a conheçer uma façeta do homem cá de casa até agora completamente oculta. Pois enquanto me matava nas pilhas de roupa do lado oposto da sala vinham gritos: "mostra - te cabrão, onde estás filho da p...,  filho de um cabrão vou estoirar-te os miolos, ah tomaaaaaa", seguido de um desculpa amor não é nada contigo.

Fico muito mais descansada, mas valha me deus que eu nunca tinha ouvido o rapaz dizer tanta asneirada junta em tantos anos.
O motivo de tanta ansiedade é o mais recente jogo Max Payne que o meu cunhadinho ofereçeu no natal ao seu irmão.

E mesmo agora que acabou de o desligar, ainda está aqui sentado a elogiar a qualidade do mesmo, está enloquecido com a realismo do jogo, está encantado com a maneira fiel como retrataram as favelas. Eu nem sabia que ele alguma vez tinha estado numa favela para poder comparar, mas enfim, o rapaz aliviou o stress e está feliz, é o que se quer.

Eu agora vou ali matar-me mais um bocadinho na cozinha e fazer uns scones para o pequeno almoço de amanhã.

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